Wonder Woman #5 - New 52


- sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Uma das razões pelas quais eu realmente estou gostando da forma como Brian Azzarello conduz o seu roteiro, é a maneira como ele assume a Mulher-Maravilha, porque ela é muito mais do que uma "maravilha". Azzarello vem utilizando os mitos gregos desde a edição #1 e isso torna a Mulher-Maravilha muito mais grandiosa.

A HQ continua ampliando ainda mais o elenco de seus personagens. Nessa edição temos o primeiro contato com Lennox, que pode ou não estar relacionado com Diana. Também temos o nosso primeiro encontro com Poseidon,e este  parece mais com um monstro marinho, gigante e azul. No entanto, surpreendentemente, isso tudo parece fazer sentido no contexto da história fantástica que Azzarello está escrevendo. Ao concentrar-se fortemente na mitologia grega, Azzarello tem a liberdade criativa para ir a fundo em conceitos e histórias. Até agora, ele está aproveitando tudo o que a mitologia grega dispõe.

A Mulher-maravilha é uma das maiores lutadoras da DC. Quando ela entra em seu traje heróico e pula de uma ponte para enfrentar uma manada de cavalos-marinhos de grandes dimensões no Tâmisa, você fortifica as suas esperanças quanto à personagem.

Azzarello mantém a intriga e as lutas pelo poder no Olimpo. De um lado, você tem Poseidon, cuja enorme presença (figurativa e literalmente) o diferencia dos mais jovens, deuses e deusas, que vimos até agora, até mesmo a Strife. Hades (ou alguém a quem eu presumo que seja Hades) passa menos confiança com sua imagem, mas ainda assim projeta uma imediata sensação de mau agouro. As coisas podem realmente ficar feias.

No encontro de Diana com Poseidon, ela aproveita a oportunidade para matar dois coelhos com uma cajadada só, declarando-se desinteressada de todo o caso, enquanto habilmente manipula os eventos a seu favor para que ela possa obter sua vingança contra Hera e proteger Zola. Uma jogada muito inteligente.

Acredito que a arte de Cliff Chiang poderia ter ajudado a dar à questão alguma elevação no peso das palavras, mas estamos sem sorte aqui. Não que Akins não seja bom, pelo contrário, ele tem um estilo áspero, capaz de dar vida às interpretações de Azzarello, mas eu acho que a versão de Akins de Diana, com faces rosadas e bem mais feminina do que a elegante e imponente mulher que Chiang nos apresentou, afeta muito as cenas de ação.

Devo dar crédito especial para o colorista Matthew Wilson, que faz a presença de Poseidon saltar da página. A capa desenhada por Chiang me deixa sem palavras de tão perfeita que está.

Resumindo: Nós temos um novo personagem, Lennox, vimos que Poseidon e Hades estão em cena agora, a guerra entre os deuses parece inevitável e a Mulher-Maravilha está bem no meio de tudo isso. Uma excelente história que me faz esperar com ansiedade pelo próximo número.


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.:: Andhora Silveira ::.

É graduanda em Ciência da Computação. Ama ficção científica,
histórias em quadrinhos, heavy metal, livros, física, astronomia e tecnologia.
É uma leitora exigente e gosta muito de escrever. Vida longa e próspera.

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1 comentário:

Bob Mota comentou:

Então, eu estranhei o traço do Akins. Prefiro o do Chiang, pelo menos para essa estória da personagem. Eu me impressionei também com o quanto que o Azzarello está se aprofundando na mitologia grega, não pensava que ela utilizar tudo isso. De longe, a Mulher-Maravilha está no topo entre as melhores publicações da DC atualmente.

:)) ;)) ;;) :D ;) :p :(( :) :( :X =(( :-o :-/ :-* :| 8-} :)] ~x( :-t b-( :-L x( =))

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