Wonder Woman #3 - New 52


- sábado, 3 de dezembro de 2011
Estamos voltando aos antigos conceitos de mitologia grega. Na nova revista da Mulher-maravilha, vemos uma sociedade composta só por mulheres que desprezam os homens, até mesmo "deuses masculinos" não são poupados de sua ira e desprezo.

Os deuses se divertem interferindo na vida dos mortais. Não me admira que Hipólita e Zeus tenham visto um no outro um grande desafio: ela viu um homem que realmente podia se equiparar com a sua habilidade em batalha, e ele viu uma mulher mortal que poderia dar ao pai dos deuses um grande desafio.

A verdade sobre a filiação de Diana criou uma imensa discórdia na ilha (e entre nós, leitores, principalmente), mas também traz à luz as tensões que têm afligido Diana desde a infância. Diana não foi feita do barro, como dizia Hipólita. Ela nasceu de uma paixão passageira entre Hipólita e Zeus. Para proteger Diana da ira de Hera, Hipólita inventou essa história.

Posso fazer uma confissão? Wonder Woman #3 foi um impacto para mim. Houve um redefinição significativa do caráter da Mulher-Maravilha. Brian Azzarello leva o conceito a um novo nível nesta história. Um dos temas que encontramos na mitologia grega é que os sofrimentos da humanidade são precipitadas pelo drama dos deuses. Azzarello induz Diana a essa tradição. Não só Diana, mas como o panteão grego em si. De forma semelhante a Kratos, em God of War, Diana impede que a sua história se torne nada mais do que uma repetição dos contos que já conhecemos. Além disso, Diana assume um papel distinto, como Jesus Cristo, jogando sobre si os pecados daquele povo. A mistura de tradições religiosas torna esta história uma narrativa intrigante, assim como uma fonte tentadora de comentários religiosos. Brian Azzarello está sendo brilhante em seu roteiro.

Cliff Chiang, mais uma vez, oferece sua habilidade artística forte para capturar a aridez da história excelente. Nem sempre é fácil expressar um sentimento geral de descontentamento em formatos visuais, mas Chiang realiza a façanha. A fúria e a subordinação, contrastada pela paixão desinibida da rainha Hipólita e Zeus, em flashback. Chiang também utiliza muito bem o simbolismo em suas imagens na forma de detalhes como copos de vinho, tochas e até mesmo personagens lavando as mãos (isso te lembra algo?).

Uma HQ bonita, bem desenhada, bem escrita, Wonder Woman #3 é mais um sucesso na curta vida desta série. Não há como negar que um alto padrão foi definido para este título, mas também não há dúvida de que Azzarello e Chiang são uma grande dupla.


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.:: Andhora Silveira ::.

É graduanda em Ciência da Computação. Ama ficção científica,
histórias em quadrinhos, heavy metal, livros, física, astronomia e tecnologia.
É uma leitora exigente e gosta muito de escrever. Vida longa e próspera.

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1 comentário:

Bob Mota comentou:

Acabei de ler (finalmente) e estou impressionado com o que o Azzarello está fazendo com a personagem. Ele está de fato se aprofundando cada vez mais na mitologia grega. Creio que nunca esta heroína foi tão bem tratada na sua vida. Eu não sei o que dizer, estou extremamente empolgado com essa fase, espero que ela dure bastante. Com certeza já se tornou histórica para a personagem.

:)) ;)) ;;) :D ;) :p :(( :) :( :X =(( :-o :-/ :-* :| 8-} :)] ~x( :-t b-( :-L x( =))

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