Minhas Impressões: Wonder Woman - Mulher-Maravilha (2009)


- terça-feira, 19 de abril de 2011
No panteão dos heróis das histórias em quadrinhos, acredito que nenhum personagem seja tão antagônico quanto à Mulher-Maravilha: uma grande guerreira, uma moça inocente e ingênua; fiel feminista e princesa em busca de criar uma aliança no mundo dos homens.



A Mulher-Maravilha resistiu desde o ano da sua criação, sem o impulso que seus irmãos Superman e Batman tiveram. Não houve nenhum filme de sucesso para ajudá-la e nenhuma plataforma inovadora para apresentá-la a um público mais amplo. O máximo que ela teve foi uma série de TV estreada por Lynda Carter (live-action que não valorizou o seu potencial), e alguns preciosos episódios produzidos pelo grande Bruce Timm no desenho da Liga da Justiça.

Felizmente, tudo isso mudou quando a DC Comics juntamente com a Warner decidem fazer um filme que me fez ter a mesma devoção que tenho por outros filmes produzidos pela DC.

O filme abre cena com uma épica e violenta batalha de tirar o fôlego. As Amazonas são mulheres guerreiras lideradas pela Rainha Hipólita, e elas lutam contra Ares, o Deus da Guerra e seu exército.



Durante a batalha Hipólita mata seu próprio filho, fruto de um caso seu com Ares e logo depois derrota Ares com a intenção de acabar com seu reinado de uma vez por todas. Entretanto Zeus não permite que Hipólita mate um de seus filhos.

Hera intervêm tirando parte dos poderes de Ares e dando autonomia às Amazonas para mantê-lo preso. Além da "custódia" de Ares, Hera presenteia as Amazonas com a a ilha de Themyscira, a Ilha Paraíso, onde lhes é concedida a eterna juventude e isolamento da maldade dos homens.

Perturbada com a violência inerente aos homens, as amazonas de Themyscira escondem sua ilha com um feitiço mágico, sempre preservando a sua utopia.

Hipólita anseia por uma filha e para inaugurar esta nova era de paz, Hera abençoa Hipólita com uma filha esculpida do barro. Sua filha possuía indescritível beleza, graça e força: "bela como Afrodite, sábia como Atena, forte como Hércules e rápida como Mercúrio", e a ela foi dado o nome de Diana.

Na ilha, as Amazonas treinavam as artes da guerra, estudavam artes, mitologia e viviam em muita harmonia.

Muitos séculos depois, o piloto de caça norte-americano, Steve Trevor é abatido sobre Themyscira. De alguma forma o campo de camuflagem que esconde a magia é interrompido o que permite a Trevor cair na ilha.



Maravilhado com aquele paraíso de belas mulheres, Trevor acaba encontrando Diana e se apaixona imediatamente por ela. Diana derruba Trevor por um instinto de defesa e leva o piloto até à sua mãe. Hipólita decide que ele deve retornar para sua casa, mas não deixa que sua filha se responsabilize por tal tarefa.



Então Hipólita promove uma competição entre às Amazonas para escolher aquela que irá escoltá-lo. Diana, secretamente, participa das competições, não perdendo uma batalha sequer.

Porém, enquanto ocorre o torneio, Ares manipula a Amazona responsável pela proteção de sua prisão e foge em busca de vingança e da dominação do mundo.

Sendo a vencedora do torneio, Hipólita não pode impedir sua filha de cumprir o seu desejo. Só que agora Diana tem duas missões: mandar o galanteador Steve Trevor de volta para o seu mundo e prender novamente Ares.



O filme faz um ótimo trabalho de adaptação da origem da Mulher-Maravilha. Preservou o contexto de sua origem e alguns detalhes que fazem da Mulher-Maravilha o que ela é: encantadora, forte, decidida. Seu romance com Steve Trevor também é preservado. Ele a chama de "meu anjo" tal como é nos quadrinhos, o que eu achei uma certa graça, tendo em vista que ele a trata assim desde a primeira edição da Mulher-Maravilha, na década de 1940.

O que fez desse filme muito divertido foi o roteiro espirituoso de Michael Jelenic, William M. Marston e Gail Simone, junto com o trabalho de voz excelente.



Muito do humor neste filme é encontrado nas brincadeiras de gênero, que incluem Steve Trevor comentando sobre "o peitão" da Mulher-Maravilha, quando sob o feitiço do laço, ou quando Trevor tenta (sem sucesso) embebedar a Mulher-Maravilha a fim de seduzi-la, ou a crítica que a Mulher-Maravilha faz a forma como as mulheres se comportam perante aos homens.

Outra cena muito legal é quando a Mulher-Maravilha encontra uma garotinha chorando porque os garotos não deixam ela brincar com eles, pois "é brincadeira de menino". Diana fala para a menina ir lá e "mostrar a eles como se brinca". Achei isso muito lindo, pois não trata-se de um discurso puramente feminista, mas sim de respeito entre homens e mulheres. A mulher não pode deixar ser subjugada pelos homens.

Eu não costumo acreditar que os personagens de desenhos animados podem ter química, mas quando eu vi a relação entre Diana e Trevor, minhas ideias mudaram. Eles possuem muita química juntos.

O diretor Lauren Montgomery e o produtor Bruce Timm merecem muito crédito pelo equilíbrio entre as cenas de ação, humor, e o teor sexual envolvido e representado com muita sutileza. É um filme incrivelmente agradável de assistir e intenso.

É perfeito para os fãs de quadrinhos, amantes da animação e aficionados de ação. Classifico-o como um dos melhores filmes que assisti da DC Comics.


author

.:: Andhora Silveira ::.

É graduanda em Ciência da Computação. Ama ficção científica,
histórias em quadrinhos, heavy metal, livros, física, astronomia e tecnologia.
É uma leitora exigente e gosta muito de escrever. Vida longa e próspera.

Comente pelo facebook:

Comentário(s):

Comente pelo blogger:

1 comentário:

Bob Mota comentou:

Eu também gostei muito dessa animação. As melhores cenas de batalha das animações da DC, estão presentes aqui. Gostei demais.

:)) ;)) ;;) :D ;) :p :(( :) :( :X =(( :-o :-/ :-* :| 8-} :)] ~x( :-t b-( :-L x( =))

Postar um comentário

* Todos os comentários são lidos e moderados previamente;

Não serão publicados aqueles comentários que:

* Não estão relacionados ao tema do post;
* Contém propagandas (spam);
* Com palavrões ou ofensas a pessoas e marcas;
* Possui erros ortográficos e miguxês.

Back to Home Back to Top