Elevador Espacial: Da Ficção à Realidade


- sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sir Arthur C. Clarke foi um escritor formidável. Como um autor de ficção científica que soube misturar imaginação com a realidade científica, Clarke deixou ao mundo um legado de histórias maravilhosas, bem como uma firme contribuição para a ciência. Em 1945, Clarke sugeriu o conceito de utilização de satélites geoestacionários para comunicações, agora um dos pilares do nosso mundo moderno. Outra tecnologia, descrita em seu romance "The Fountains of Paradise", é o Elevador Espacial. O conceito não era novo quando Clarke utilizados na construção de um elevador espacial como elemento central de seu romance, mas romance de Clarke trouxe o conceito para um público maior.

O conceito básico de um elevador espacial é bastante simples. Um satélite em órbita geoestacionária fica ancorado à Terra na linha do equador por uma espécie de corda. Esta corda é então utilizada para movimentar cargas, para subir e descer o elevador sem a utilização de propulsores químicos caros ou sem a utilização de veículos de lançamento. Simples no conceito, difícil na aplicação. Com a necessidade de amarras de resistência extraordinariamente alta, a construção do elevador como uma maneira de poder elevar mais de 22.000 milhas para a órbita geoestacionária a partir do equador, e a construção do ponto de ancoragem em si, o Elevador Espacial muitas vezes pareceu distante de ser concretizado. Agora, esta semana, uma competição na NASA Dryden Flight Research Center, no deserto da Califórnia está trazendo o conceito de elevador espacial mais próximo da realidade.

A competição The Space Elevator Games visa premiar obras que são financiadas pela Nasa, como parte da Centennial Challenges, e da Fundação Spaceward, para o desenvolvimento das tecnologias necessárias para construir um elevador espacial. O grupo LaserMotive, executou com êxito um elevador com 1 km de cabos de teste a uma taxa média de pouco mais de 2 metros por segundo, o que os qualificou como o 2º lugar e ganharam um prêmio de US$ 900.000. O artesanato é alimentado por um laser estacionário que irradia a força capaz de operar o elevador. Há duas outras equipes concorrentes, o Kansas City Space Pirates e The University of Saskatchewan Space Design Team. Tem um primeiro prêmio de 1,1 milhões dólares para quem escalar quilômetros, a uma taxa média de 5 metros por segundo.

Este é o tipo de evolução que poderia levar a uma revolução em viagens espaciais, bem como estimular a imaginação da geração seguinte. E iniciativas dessas que a NASA propôs é o tipo de salto necessário para trazer elevadores espaciais ao mundo além de estimular a investigação científica e trabalhos de engenharia, bem como a trazer a ficção científica para a realidade do nosso espaço.

Espero que em algum lugar, lá fora, Sir Arthur C. Clarke esteja sorrindo. =)

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.:: Andhora Silveira ::.

É graduanda em Ciência da Computação. Ama ficção científica,
histórias em quadrinhos, heavy metal, livros, física, astronomia e tecnologia.
É uma leitora exigente e gosta muito de escrever. Vida longa e próspera.

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